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Vitória em 1958

Publicado: Sexta, 21 de Junho de 2019, 13h56 | Última atualização em Sexta, 21 de Junho de 2019, 14h25 | Acessos: 92

O povo brasileiro festeja, nas ruas, a esperada conquista da Copa do Mundo (1958)

Imagens incríveis mostram a comemoração do povo brasileiro nas praças públicas em São Paulo (SP), Belém (PA), Recife (PE) e Curitiba (PR) ao final da partida Brasil 5 x 2 Suécia, em 1958. A seleção vencia pela primeira vez na história a Copa do Mundo, oito anos depois da derrota para os uruguaios no Maracanã, em 1950. Multidões tomaram as ruas, escutaram o jogo final através do rádio e explodiram de felicidade assim que ele terminou. As filmagens mostram até mesmo pessoas que estavam em uma prisão, no Recife, acompanhando com expectativa o apito final do árbitro.

No meio das obras de Brasília, o presidente Juscelino Kubitscheck, tenso, também acompanhou a final pelo rádio, cercado de amigos. A reportagem celebra a emoção do futebol - chamado de “esporte das multidões” - nos quatro cantos do Brasil.

O vídeo também mostra a chegada dos campeões do mundo em Recife e, em seguida, no Rio de Janeiro. Jogadores e comissão técnica encontraram com suas famílias na sede da revista O Cruzeiro. Garrincha e Didi foram os mais ovacionados pelos milhares de torcedores que os receberam. Zagallo aparece emocionado ao reencontrar os parentes. O repórter relata que “o garoto Pelé” abraçou seus pais. Os craques Bellini, Dida, Vavá, Djalma Santos e o técnico Vicente Feola também foram bastante comemorados. Recebidos pelo embaixador Assis Chateaubriand, logo depois todos rumaram para o Palácio do Catete, onde se encontraram com o presidente JK. O cortejo até o palácio presidencial ocorreu em carro do Corpo dos Bombeiros, demorando cerca de três horas para percorrer apenas 4 quilômetros, uma vez que um gigantesca multidão o acompanhava. Ao final da reportagem, é lembrado que a Copa do Mundo era um “título há tantos anos desejado pelo povo”.

Esse vídeo pode ser acessado no Arquivo Nacional, dentro do fundo “Divisão de Censura e Diversões Públicas” (DCDP), série “Programas de Televisão”. A notação para se chegar a ele é BR RJANRIO NS.0.PGV.

 

A documentação da Divisão de Censura e Diversões Públicas (DCDP)

O decreto-lei n. 8.462, de 26 de dezembro  de  1945,  criou  o  Serviço  de  Censura  de  Diversões  Públicas,  subordinado  ao  Departamento  Federal  de  Segurança  Pública  (DFSP).  Pela lei n. 5.536, de  21  de  novembro  de  1968,  foi  criado  o  Conselho  Superior  de  Censura  (CSC),  subordinado  ao  Ministério  da  Justiça  (MJ),  com  a  competência  de  apenas  rever,  em  grau  de  recurso,  as  decisões  censórias  proferidas  pelo  diretor-geral  do  Departamento  de  Polícia  Federal  (DPF).  O  decreto  n.  70.665,  de  2  de  junho  de  1972,  criou  a  DCDP,  subordinada  ao  DPF.

Os documentos do DCDP deram entrada no Arquivo Nacional em 1990, enviados pelo Departamento de Polícia Federal (Brasil). Nova transferência com nova quantidade de acervo deu-se em 1994. O conteúdo é de recortes de filmes contendo reportagens, documentários e ficções censurados pela DCDP entre 1960 e 1988.

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